Você pode servir.

Você pode ajudar o próximo mesmo sendo portador de alguma necessidade especial.

Você e eu podemos fazer alguma coisa.

Nenhum impedimento pode haver no coração de quem ama.

Nunca é tarde para fazer alguém feliz.

 

A história de um menino LOUIS que era cego e que morreu jovem, aos 43 anos,
mas deixou um legado para a humanidade. Os grandes homens eram chamados de

“chatos”
pois não desistiam dos seus sonhos.


Com apenas 15 anos este menino concluiu uma bênção para o mundo.

Deus nos abençoe.


Era um pequeno menino de apenas 3 anos de idade.
Gostava de ficar ao lado do pai, Sr. Simon René, na oficina,
vendo-o confeccionar selas e arreios para serem usados nos animais.
Ele amava o pai. Orgulhava-se do pai
e dizia que quando ficasse “grande” iria ser igual ao pai.


Louis nasceu no dia 4 de janeiro de 1809 numa cidade que distava

40 quilômetros de Paris, chamada Coupvray.

Louis queria imitar o pai em tudo. Era seu herói.
Um dia, na oficina, começou a bater numa tira de couro.
Ele queria fazer como pai fazia e apanhou uma faca pontuda.
Mas ela escapou de sua frágil mão e perfurou o olho esquerdo.
Este acidente arruinou o olho direito que infeccionou.
Louis ficou completamente cego.


O tempo passou. As imagens foram desaparecendo de sua mente.
Ele agora não se lembrava mais das cores.
Ele ficou triste. Estava inteiramente cego.

Mas, mesmo cego, Louis  não saia de perto do pai na oficina.
Ajudava cuidando dos instrumentos e ferramentas.
A produção do seu pai também tinha suas mãos.

Na escola era reconhecido e admirado por todos.
As professoras elogiam sua memória e sua alegria em fazer o bem.

Mas Louis gostava de escrever, mas não podia fazer isso como os colegas.
Ele queria ler, mas não podia. 


Ele era um extraordinário aluno, mas não era feliz.

Louis, com 10 anos, ouviu falar que em Paris,
havia uma pequena escola que atendia cegos.
Sr. Simon, pai de Louis, o levou para aquele lugar
que se chamava Instituto Nacional de Crianças Cegas.
Seu pai não tinha condições de pagar seus estudos e Louis,
por ser muito inteligente e interessado,
ganhou uma bolsa de estudos no IRJAP –
Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris -
(Instituto Real de Jovens Cegos de Paris.)


Louis ficou maravilhado mas os livros eram escritos em alto relevo.
Eram livros enormes para pouco conteúdo. Peso grande demais.

Pelo tato, os estudantes cegos, decoravam as letras e liam com os dedos.
Mas cada palavra era um tempo grande demais para ser lida.
Louis não se conformava com isso. Era um método limitado.
Uma pequenina história enchia várias e várias páginas.
A leitura se tornava um processo lento, chato, demorado e desgastante.

Em vez de estimular, este processo desestimulava o aluno.
O preço da impressão era altíssimo. Impossível para a maioria da população.

Louis, inteligente e ávido em ler e mais saber, leu todos os livros da biblioteca.
Mas queria ler mais. Queria aprender piano e violoncelo e conseguiu.

Amava a música e isto o levou a ser um leitor contumaz. Amava ler.

Queria ler também notas musicais. 


Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.

Um dia ele disse uma frase que ficou na história:

"Se os meus olhos não me deixam obter informações
 sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas,
terei de encontrar uma outra  forma."

Em 1821, quando tinha apenas 12 anos,
Louis o
uviu falar de um capitão do exército francês,
chamado Charles Barbier.


Ele tinha um método, baseado na sonografia, para ler mensagens no escuro. 
A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. 
Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos,
ler sem precisar de luz.

Louis já criava em seus sonhos e em sua mente: 


“Se estes soldados podem ler no escuro, os cegos também vão poder.”


Sem pensar duas vezes,
o menino Louis procurou Charles Barbier
e este lhe mostrou como funcionava o método.
Era através de pequenos furos numa folha de papel.

A mente de Louis trabalhava intensamente.
Imediatamente ele fez uma série de furinhos numa folha de papel.
Dia após dia, noite após noite, praticamente sem descansar,
Louis Braille trabalhou nos sistema de Barbier (12 pontos),
 aperfeiçoou e criou seu método com 6 pontos. Incrível.

Os gráficos gastaram fortunas nos livros enormes e o Instituto resistiu

fortemente à criação de Louis Braille. 


Eles pensavam apenas no momento presente mas o jovem Louis pensava no

futuro e na diminuição dos custos e na rapidez do aprendizado, na facilidade da

leitura e no estímulo para o estudo.Louis insistiu. Não desistiu. Concluiu o

Método com apenas 15 anos de idade. Persistiu. VENCEU.

Com 20 anos de idade, Louis já tinha muitos adeptos e alunos cegos do

Instituto que o procuravam. 


Com um método prático que utilizava de 1 a 6 pontinhos pequenos,
ele criou diversas combinações que tornou-se o Método Braille.
Todos os cegos tiveram acesso fácil e barato à leitura e inclusive à música.


 

Com apenas 43 anos, Louis morreu no leito de hospital
no dia 6 de janeiro de 1852 de tuberculose.
Poucos dias antes de morrer ele disse a um amigo:
“Minha missão nesta terra está chegando ao fim. Tenho certeza disso.”

Pelo preço módico, pela praticidade,
o Método foi se espalhando por vários países do mundo.
Tornou-se escrita e leitura oficial no mundo todo para os cegos.

Os cegos puderam ter mais prazer vida por poder enxergar.
Os cegos puderam viajar pelo mundo através da leitura pelo Método de Louis Braille.


PORQUE TUDO ISSO FOI POSSÍVEL?


Porque um menino que estava nas trevas
persistiu, creu que poderia ser possível,
foi determinado e dedicou sua vida pelo sonho e visão que tinha de Deus,
tinha consciência que poderia enriquecer a sua própria vida
e a vida de todos  que – como ele -
estavam cegos e excluídos do saber.

Mas foi apenas em 1952 que seu corpo foi transferido para Paris
e agora está no Panthéon.
Reconhecimento tardio mas valorização justa e eterna.

 

Conclusão

 

Você pode fazer alguma coisa em favor de sua vida,
em favor da vida de seu próximo,
em favor da humanidade em geral.
Você terá opositores e pessimistas às vezes em sua família
e em seu ambiente escolar e do trabalho,
mas não desista, insista, persista, VENÇA.

Quantas pessoas,
que possuem limitações e necessidades especiais,
usam isso como desculpas para viverem uma vida parasita e sem valor algum.

Que pena!

Os maiores feitos da humanidade foram produzidos por pessoas destemidas,
persistentes,determinadas,que não aceitavam um “não” como resposta
e acreditavam que
“Todas as coisas são possíveis ao que crê.”

Não desista nunca.


Louis Braille não desistiu. Posso defini-lo numa frase de Jean Cocteau:


“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez.”


Você também pode.

Deus é contigo.

Um abraço,

Deus nos abençoe.

Seu amigo  nathaniel

 

“É necessário que ELE (Jesus) cresça e que eu diminua.”

BE 298 – 10.02.12 – “Louis, um menino cego na França”  – Reg. 589

 

TÍTULO:  Louis, um menino cego na França


TEMA: Plantamos para o futuro. Determinação. Denodo. Amor ao próximo. Viver não apenas para si mesmo, mas para o próximo.
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

TEXTOS:

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (A Palavra de Deus em Hebreus 11.6)

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (A Palavra de Deus em Efésios 2.10)

“Assim mesmo também as boas obras são manifestas, e as que são de outra maneira não podem ocultar-se.” ( A Palavra de Deus em Hebreus 11.6)

“Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.” (A Palavra de Deus em Tito 3.8)

FRASES:

“A vida é mais importante do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável. ” Kathleen Norris

“Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer. ” Moliére

“O que vale no ser humano é a sua capacidade de insatisfação.” José Ortega y Garret

“Alguns homens vêem as coisas como são, e dizem “Por quê?” Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo “Por que não?.”  G. B. S.

“Muitos fracassos desta vida estão concentrados nas pessoas que desistiram por não saberem que estavam muito perto da linha de chegada.” Thomas Alva Edson

“Nada mais difícil para quem não quer; nada mais fácil para quem quer.” Alexandre Dumas Filho

Fonte:


BOLETIM ESPERANÇA Nº 298-  10 de fevereiro de 2012

www.lbe.org.br

Fones : (41) 3016-7751   e   41 3077-7989



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